terça-feira, 8 de abril de 2008

Metrossexual ou homossexual?

O termo metrossexual surgiu da junção entre ‘sexual’ e ‘metrópole’, e traduz o homem urbano moderno, às vezes com preocupações estéticas exageradas.

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Estudiosos afirmam que esses homens são, em alguns casos, afetados por um tipo de transtorno de auto-imagem. O mais conhecido é o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), que se caracteriza pela preocupação obssessiva com a aparência. Esse transtorno leva uma pessoa a acreditar que sofre de alguma deformidade corporal, quando nenhuma evidência objetiva sustenta essa opinião.

Hoje podemos ver homens competindo com as mulheres em salões de beleza, nas academias, nos consultórios de cirurgiões plásticos e, até mesmo, nas lojas de venda de cosméticos. Esse tipo de comportamento masculino acaba gerando uma crítica dos mais conservadores.

Essas pessoas afirmam que o homem tem que ser uma espécie de "ogro", ou seja, vestir-se de maneira despojada, sem se preocupar com a estética, na roupa nem nas maneiras. Mas a vaidade masculina aumenta a cada dia.

Há outros termos para definir diferentes tipos de comportamento estético masculinp. Um deles é o retrosexualismo, que se refere a homens heterossexuais com um pobre senso de estilo e que rejeitam ser avaliados por sua aparência física. Outro é o e o machosexualismo, que descreve gays que exibem comportamento extremamente masculino.

Como se vê, não existe necessariamente uma relação entre sexualidade masculina e o modo de vestir-se O metrossexualismo não tem nenhuma semelhança com o homossexualismo e supor que o metrossexual é um tipo de homossexual revela preconceito e ignorância.

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Uma MPB teatralmente diferente

Os cabarés brasileiros da década de 70, ou as doces vozes dos cantores de rádio, reaparecem no palco baiano em uma comédia musical. MPB, Mulher Popular Brasileira, escrita por Carolina Faria.

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RÉ um espetáculo que faz homenagem às mais belas músicas cujas letras exaltam o valor da mulher. As canções vão de clássicos, como "Rosa", de Pixinguinha, às mais modernas, como "Sílvia", do grupo Camisa de Vênus.

Novos arranjos dão nova cara aos grandes sucessos da MPB. Todo o espetáculo faz parte de uma discussão a favor de se valorizar as mulheres "comuns", assim chamadas pelos personagens.Além de fazer uma homenagem às mulheres da MPB, a peça abre um debate sobre as músicas que degradam a imagem da mulher brasileira.

A discussão é aberta quando as personagens principais, cantoras e palestrantes, apresentam sua tese, que analisa as letras das canções, mostrando as diferentes situações que poderiam representar a verdadeira origem das músicas.

A platéia participa do espetáculo, respondendo perguntas, sem nenhum sentido, das palestrantes que, ao mesmo tempo, são convencidas pelos outros personagens a voltarem a apresentar a peça a partir do ponto em que se afastaram do texto ensaiado.

O espetáculo, formado por Karina da Farias, Iara Villaça e Tarsila de Passos, nos teclados, Leonardo Macedo, na percussão, e Deco Simões, que assina a direção musical, na voz e violão, tem direção geral de João Lima e entrou pela primeira vez em cena em 2006, nos palcos noturnos do projeto Pelourinho Dia e Noite.

É um espetáculo de qualidade, que traz um novo olhar da nossa Música Popular Brasileira.

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Tecnologia 3G revoluciona a telefonia movél

A terceira geração (3G) é nova tecnologia que abre as portas do acesso à banda larga móvel em alta velocidade pelo telefone móvel. Essa nova tecnologia garante uma velocidade de 15 vezes maior que as atuais nos tráfegos de dados.

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A característica mais significativa da tecnologia móvel 3G é que ela suporta um maior número de clientes de voz e dados, principalmente em áreas urbanas, com as maiores taxas de dados em menor custo incremental do que segunda geração (2G).

As novidades ficam por conta da TV Digital aberta, videoconferência em tempo real e Internet banda larga em qualquer lugar do mundo.

No Brasil as operadoras Brasil Telecom Celular, Claro, CTBC, Nextel, Telemig, TIM, Oi e Vivo apresentaram propostas a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em um leilão, realizado no dia 18 de dezembro de 2007, no intuito de oferecer o serviço com as faixas de freqüência 2.1GHz e 1.9GHz. No momento a Claro e a Oi oferecerão esse serviço no estado baiano.


Visite:

3G Brasil

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

IPAC inicia processo de registro do carnaval de Maragojipe

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), vinculado a Secretaria de Cultura, abriu processo de registro do carnaval do município de Maragojipe, para que este se torne um Patrimônio Cultural Imaterial em nível estadual, registrado no Livra das Celebrações, o que corresponde ao Livro de Tombamento.

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O prefeito da cidade, Silvio José, mais conhecido como “Ataliba”, reconhecendo que para o povo maragojipano esta celebração se configura como seu maior patrimônio, solicitou ao IPAC, enviando um oficio através da Secretaria da Cultura da cidade, o registro do carnaval de Maragojipe.

O carnaval de Maragojipe é considerado um dos mais animados do interior da Bahia. A cidade abre suas portas aos visitantes durante os quatro dias de festa, de sábado a terça-feira, garantindo aos participantes uma festa pacífica, familiar e cheia de novidades.
Maragojipanos e turistas sentem-se num cenário semelhante ao do famoso carnaval veneziano, pelo envolvimento de mascarados e pierrôs; caretas e marchinhas oriundas das filarmônicas são o diferencial da cidade.

Mateus Torres, Nivia Santos e Luis Rosa, técnicos do GEPEL, setor de Gerência de Pesquisa e Legislação do IPAC, foram até a cidade, em novembro de 2007, para fazer um levantamento de informações, entrevistando pessoas de importância para o carnaval, como Seu Dica, compositor e dono do Trio Maragos, Rosa Carapéba e o grupo Grana, criadores de máscaras e fantasias.

Após o registro definitivo do carnaval de Maragojipe, tornando-o patrimônio cultural, os técnicos do IPAC abrirão um novo processo, que consistirá na criação do Museu do Carnaval de Maragojipe, um processo de Salvaguarda. O acervo do museu será composto pelas máscaras, enfeites, bonecos, instrumentos musicais e fantasias do carnaval da cidade, desde seu início até os dias atuais.

A cidade de Maragojipe está localizada no Sul do Recôncavo baiano, a 133 km da capital do estado, e seu carnaval teve inicio no final do século XIX, sendo o único carnaval baiano que acontece ao mesmo tempo que o de Salvador.

Uma das novidades do carnaval de Maragojipe é a criação do Bloco do IPAC, envolvendo dirigentes e funcionário do órgão. A idéia veio de Ednalva Cerba que teve a ajuda de Kátia Berbert para criar as máscaras para os 20 membros do bloco, que serão acomodados em uma casa disponibilizada pela prefeitura da cidade.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O sucesso de Tropa de Elite causa polêmica nacional

Capitão Nascimento, personagem do baiano Wagner Moura.


Filme desperta temor e piedade nos brasileiros

Tropa de Elite é um dos grandes êxitos do cinema brasileiro. Seu sucesso foi garantido antes mesmo de estrear nos cinemas. O fenômeno deveu-se à pirataria no País, que já tinha posto cópias do longa nas ruas três meses antes do lançamento oficial.

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O filme, dirigido por José Padilha, mostra a dura realidade da polícia carioca nos anos 90. Nele é narrada a história do Capitão Nascimento (Wagner Moura), membro do BOPE, esquadrão que entra em ação quando a PM carioca não consegue controlar o tráfico na cidade do Rio de Janeiro.


José Padilha dividiu o filme em duas partes. Logo no começo do filme, ele utiliza o recuso da volta no tempo, deixando o espectador ansioso para ver o que viria pela frente. A segunda parte vem no decorrer da história, exibindo fatos reais da época.


O Capitão Nascimento é designado para chefiar uma operação que tem como objetivo combater o tráfico no morro do Turano. Tendo motivos para considerar o planejamento insensato, ele tenta convencer seus comandantes de que a operação não está bem preparada e pode acabar dando tudo errado. Seus superiores, porém, ordenam que ele prossiga e finalize a operação antes da visita do Papa, que pretende se instalar perto do local.


O Capitão vive, também, um conflito familiar. Sua esposa, Rosana, que está esperando o primeiro filho do casal, o pressiona a achar um substituto, pois ela tem medo de perdê-lo em uma das missões de alto risco.


O longa-metragem tem como foco mostrar as circunstâncias da vida brasileira, pois o roteiro é baseado em fatos verídicos. A atuação dos atores, a escolha das locações e o figurino, exibem a dura situação dos oficias do BOPE e da vida cotidiana carioca, mostrando a realidade nua e crua.


Tropa de Elite teve uma repercussão estrondosa. Ele toca simultaneamente em duas feridas profundas da sociedade brasileira: a violência e a corrupção. Isso gerou a oportunidade de se introduzirem na película discursos agressivos, causando impacto em qualquer espectador que já tenha passado por algum episódio do tipo mostrado pelo filme. O enredo funciona como um grande ato de catarse coletiva, provocando temor e piedade nos brasileiros sufocados com as dificuldades socioeconômica do País.


A opinião pública dividiu-se. Muitas pessoas ficaram chocadas com as cenas de violência exibidas e outras acharam que é aquilo a realidade brasileira. A opinião que tende a prevalecer é que o tráfico é realmente financiado pela sociedade, como é mostrado na cena em que alguns alunos ricos vendem e compram drogas dentro de uma faculdade.


É interessante que o filme mostre um Brasil cruelmente realista, a fim de que a sociedade desperte para a amplitude da nossa desigualdade e dos problemas que ela favorece, abrindo-se espaço para a discussão de medidas em prol de uma possível mudança desse quadro.


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sábado, 27 de outubro de 2007

Usuários aprendem a usar MSN mesmo bloqueado

Foto: Jhonas Araújo

Acessar o MSN na empresa ou na escolas pode ser complicado, pois alguns estabelecimentos têm regras severas cujo descumprimento é passivel de punições. Para evitar o uso do MSN, algumas empresas e instituições bloquearam o programa de mensageiro instantâneo, impedindo de vez o "bate-papo" na hora do trabalho.

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Muitos funcionários e estudantes acham que esse tipo de atitude não trata de segurança, alegando que privá-los desse tipo de acesso não faz render o trabalho, deixando o dia mais monótono e cansativo.

"No meu trabalho, o MSN é bloqueado e isso é muito chato pois, sem o MSN, o dia parece ficar longo e sem graça", diz o administrador Alberto Santos, 35 anos.
O MSN OnLine é a solução que alguns internautas encontraram para poder "teclar" - termo que significa conversar pelo MSN - no trabalho. Esse serviço é fornecido por websites, como o do próprio MSN, que utilizam os comandos do programa, redirecionando-os para seu servidor.
São sites que contêm scripts que passam depercebidos aos administradores de rede. Eles permitem que qualquer pessoa possa conversar usando apenas um navegador, sem a necessidade da instalação do software do mensageiro instantâneo.

Mensageiro instantâneo

O primeiro mensageiro instantâneo, o ICQ, surgiu em 1997 e revolucionou a internet com a comunicação interpessoal em tempo real. O ICQ foi criado pela a empresa israelita Mirabilisé, cuja sigla foi baseada na pronúncia da frases "I Seek You", que, em português, significa "Eu procuro você".

Com a chegado e o sucesso do MSN, o ICQ teve uma queda no número de usuários, sendo vendido para o grupo AOL em 1999.O MSN Messenger é um programa da mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation. Nele, além de poder convesar em tempo real, o usuário pode ter uma lista de amigos "virtuais", sendo sempre avisado quando eles entram e saem da rede. Agora o MSN Messenger foi substituido pelo Windows Live Messenger e já está sendo incluído no sistema operacional Windows.

Descoberta e bloqueiro

Surge um problema quando a empresa, ou qualquer outro tipo de estabelecimento, descobre que seus membros estão conversando pelo MSN, através de um site. Isto viola a proibição e o site é logo bloqueado pelo administrador de rede.A estudante de nutrição Carla Alves, 20, diz que tenta acessar o MSN OnLine em diversos sites, mas a faculdade descobre e bloqueia. "Para mim, a culpa dos bloqueios é dos alunos, que não são discretos e deixam os funcionarios da informática verem", diz Carla.Entretanto, não basta ser discreto na hora de usar.

A navegação por eses sites fica registrada nos arquivos temporários do computador e pode ser detectada examinando-se esses arquivos. Na verdade, o histórico do navegador faz isso e apresenta a relação dos sites visitados.
Para evitar que isso aconteça, o usuário do computador deve apagar sempre o histórico do navegador ou usar algum programa especializado em apagar os rastros da navegação.

Mensageiros OnLine

Existem diversos sites que permitem e facilitam o uso online do MSN. De todos, o mais visitado é o Meebo. Ele permite conexão online com os principais serviços de bate-papo instantâneo, como:

AIM
• ICQ
Yahoo! Messenger
Gtalk
Jabber

Além do Meebo, existem inúmeros sites que possibilitam o acesso do MSN via navegador. São eles:

Imhaha

Radiusim
Cliquei
Laguna in Foco

Koolim

Messenger FX

Cuidado!

O oferecimento dessas facilidades não é totalmente sem riscos. O internauta deve ter cuidado em só utilizar sites de confiança, uma vez que podem ser montados sites desse tipo como armadilhas para captar indevidamente dados dos computadores que os acessam.

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Por que fora da vaga?

Foto: Jhonas Araújo

Na hora do atraso, alunos da FTC estacionam carros de forma errada

Alunos da Faculdade de Tecnologia e Ciência – FTC – reclamam dos colegas que estacionam seus veículos de forma errada, tomando o espaço de mais de uma vaga.

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Isso causa transtornos para os outros alunos, que perdem tempo girando pelo o estacionamento à procura de vagas. “O estacionamento da faculdade tem mais de 500 vagas. Por que não estacionar em uma só vaga?”, diz Macela Santana, aluna do curso de direito.

O problema se agrava à medida que a faculdade se expande, inaugurando novos blocos. As novas dependências e instalações significam mais movimento, mais pessoas e, portanto, mais carros.

Um aluno que não quis se identificar, no momento em que estacionava o carro ocupando duas vagas, alegou que, quando estava atrazado ou tinha prova, não queria perder tempo ajeitando o veículo dentro da vaga.

Já o fiscal de campus Roque dos Santos, diz que ele e seus colegas orientam como os alunos devem estacionar os véiculos. Ele afirma que muitos alunos não obedecem às regras e agem com má educação, desrespeitando os fiscais. “Alguns alunos falam que colocam o carro de forma errada para que a pintura não seja arranhada e dizem, também, que podem fazer o que querem, porque estão pagando a faculdade”, explica o fiscal.

Roque diz que a prefeitura do campus não dispõe de normas que permitam punir os alunos que deixam os carros de forma errada nos estacionamentos e que seria bom que tais normas viessem a existir o quanto antes.

De um mondo geral, os alunos acham que se trata de um problema de conscientização, já que não é viavel ampliar mais o espaço destinado al estacionamento.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Hotel e colégio atrapalham o trânsito no Costa Azul

Foto: Jhonas Araújo

Estacionamento irregular de carros causa engarrafamentos em ruas residenciais

Os moradores do bairro Costa Azul que residem na rua Monsenhor Gaspar Sadoc e nas imediações do Hotel Belmar reclamam do trânsito na área. O problema são os carros que ficam estacionados nas laterais da rua, atrapalhando o trafego.

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Na rua Monsenhor Gaspar Sadoc, os pais de alunos do Colégio Sedes Sapiens estacionam em ambos os lados da rua, às vezes em em fila dupla, quando vão levar seus filhos à escola ou busca-los. Isso dificulta a passagem dos veículos.

Os moradores do local, que vão para as suas casas ou para o trabalho, são especialmente prejudicados. Como o colégio fica no alto de uma lombada, os motoristas não têm visão de quem trafega em sentido oposto ao seu na única pista de rolamento que é deixada livre. Quando o colégio promove um evento, a situação fica pior.

“É lamentavel que não haja fiscalização da SET nas ruas residênciais obstruidas pelo estacionamento irregular de veículos”, diz Alexandre Rocha, 63 anos, morador da rua. Comenta também que deveria haver um estudo de inpacto sobre o trânsito antes de ser licenciado um estabelecimento comercial em área residencial.

Já nas imediações do Hotel Belmar, que fica na rua Professor Isaías Alves, de grande movimento, o estaciomaneto de carros de passeio, taxis, vans e ônibus de turismo em alguns momentos torna o trânsito caótico. Isto é agravado pela presença, junto ao hotel, das instalações do curso de hotelaria da FIB, que usa o Belmar como campo de atividade prática.

Kristina Souza, 32 anos, reclama que já teve que esperar meia hora até que se desfizesse o engarrafamento provocado por um ônibus de turismo que havia ficado “entalado” tentando estacionar.

A situação se agrava pela presença do restaurante Takeda na mesma rua do hotal Belmar. Quando o seu estacionamento fica lotado, os manobristas estacionam os carros dos clientes sobre as calçadas da rua, atrapalhando o trânsito de pedestres, que precisam caminhar pela pista de rolamento.

Procurada a SET para opinar sobre esse assunto, as ligações não foram retornadas até o fechamanto desta matéria.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Artistas querem oportunidade e reconhecimento

Foto: Jhonas Araújo

A pintura de rua é um dos elementos pitorescos da cidade de Salvador. Os pintores de rua ajudam a colorir a cidade e atraem a atenção de turistas e naturais do lugar. Sua arte, às vezes ingênua, às vezes sofisticada, é base de sobrevivência e traço cultural que merece apoio.

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Esse apoio, porém, nem sempre é concedido. Ao contrário, esses artistas desconhecidos do grande público enfrentam, muitas vezes, dificuldades para expor sua arte e fazer seu comércio.

A reportagem teve ocasião de conversar com alguns deles, que ficam na rua Gregório de Matos, no Pelourinho. É ali, no espaço que homenageia o Boca do Inferno, que se concentram, em maior número, os pintores de rua.

Perfil dos artistas

Os entrevistados eram todos maduros. Não havia jovens entre eles. Sua aparência era modesta. O humor variava entre reservado e comunicativo. Dentre eles, três concordaram em falar um pouco sobre sua experiência.

O que dizem os artistas

Bel Cica, 46 anos, há 20 anos trabalha no Pelô, sempre com pintura. Vende o suficiente para viver de sua arte, e seus compradores são pessoas do mundo todo. Sua atitude é reservada. A muito custo, explica que um órgão da administração não permite que os pintores dêem entrevista, pois já houve matérias desfavoráveis ao trabalho desenvolvido por ele. Perguntada qual era o órgão, Bel Cica não quis revelar.

Nery, 52 anos, trabalha há mais de 20 anos no Pelourinho. Começou a trabalhar com pintura sobre tela em 1975. Antes, trabalhou como escultor em madeira. Por causa da lentidão do trabalho e da dificuldade de distribuir suas obras em madeira, ele começou a trabalhar com tela.

Os principais motivos que aparecem em de seu trabalho são as coisas da Bahia, como a puxada de rede e o candomblé. Nery é bem mais falante e aberto que sua colega. Ele diz que há 20 anos a área em que ele trabalha foi ocupada pela prostituição, e os artistas trabalhavam depois do largo onde fica a casa de Jorge Amado.

Pedro Leão, 40 anos, que sempre trabalhou na rua, começou a vender sua pintura na frente do Shopping Barra. Há dois anos está no Pelourinho. Ele diz que a atual administração da prefeitura de Salvador ajudou à permanência de pintores no Pelô. Antes, eles eram reprimidos e retirados do local, tendo de trabalhar em outros lugares.

O trabalho de Pedro e focado em questões políticas e sócias. Além de trabalhar com tela, ele pinta camisas e faz pintura em vinil.

O que falta?

Depois da revitalização da área, as atividades culturais foram valorizadas, e a vinda de turistas favoreceu o comércio de arte. O público que mais compra seu trabalho é constituído de estrangeiros. Para eles, o principal problema dos artistas de rua é a discriminação. Falta a eles oportunidade e reconhecimento profissional.

A lei e a arte

A Lei nº 5.503/99 (Artigo 52, Paragrafo 2º), que esta publicada no site da SUCOM , diz que o Poder Publico pode estabelecer espaços para a realização dessa atividade. Hoje, os espaços já cadastrados pelo poder público para essa atividade são:

• Pelourinho
• Mercado Modelo
• Farol da Barra

A vida e a arte

O contato com esses profissionais, ficou a impressão de pessoas dedicadas à arte que preferem enfrentar dificuldades a buscar outro meio de vida. Talvez nunca cheguem às grandes galerias, nem recebam a homenagem dos críticos, mas são pintores. São artistas que desejam mostrar sua arte e querem apenas respeito e oportunidade de vê-la apreciada e reconhecida.

Veja também


Matéria publicada em Saiba Mais

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